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*****MEUS RABISCOS*****"Meus Poemas e Textos" Agradeço a sua visita!
6/14/2009 MALDITO CIGARROMercedes Pordeus. Recife/Brasil O homem, na busca do seu auto-extermínio Aceita as drogas “lícitas” para o seu domínio Drogas essas que o levam ao próprio declínio Afetando a sua saúde, tira-lhe o raciocínio Ainda assim, a vilã provoca-lhe o fascínio. Como todas as drogas torna-o dependente Dos seus órgãos aos poucos causa falência Comprometendo na terra sua sobrevivência Promovendo na vida humana a decadência, Mas ainda assim diante dele, fica impotente. E o vilão da sociedade nos lares se infiltra mascarando a maldade com um mero filtro e o lobo em pele de cordeiro provoca atrito nos lares, famílias sofrem e entram em conflito Assistindo o ente querido aniquilar seu espírito. Viva com a qualidade de vida que Deus lhe deu Liberte-se do vício, desperte para o bom da vida. Seja você e vença o maldito vício com a despedida Faça da sua inteligência seu guia, livre-se do pesticida Supere-se, supere o vício, você pode com supremacia! O fumante compromete a sua saúde e dos seus semelhantes Que de modo passivo absorvem o perigoso benzopireno Gera para ambos comprometimento dos seus órgãos vitais Até que ele desperte para banir as degradações pessoais A escravidão do maldito vício e experimente bons mananciais. Felizes dos que encontram forças antes que se fulminem Já não sei em que diferem os termos “lícitos” e ilícitos E os interesses que impulsionam a que se fechem os olhos Fingindo não perceberem que drogas são sempre drogas Mas uma mera classificação pré concebida disfarça o perigo. Quando chegará o dia em que este mesquinho vilão Deixará de nos lares estabelecer a sua morada E sob o pretexto de um filtro, a família violentar? E, se isso não acontece legalmente, sem providências que os homens utilizem a inteligência para se libertar. Vida saudável ou morte lenta você pode escolher Se quer deixar a sua família de saudade sofrer Ou junto com você no seu leito de sofrimento padecer Sem lembrar que o Espírito Santo quer lhe bendizer Maldito...Maldito cigarro, para sempre seja maldito. Cigarro escraviza Cigarro aterroriza Cigarro inferniza Cigarro para o mal canaliza. Não entendo como no nosso país possa existir o que se chama de “DROGA LÍCITA”, acho vergonhoso um país carregar a mancha dos industriais que comandam essa máquina mortífera que de acordo com estatísticas divulgadas na televisão ceifa uma vida a cada oito segundos. Droga é droga causou dependência... É DROGA! Gostaria de saber se os industriais do fumo provam do seu próprio veneno. Acho pouco provável, pelo menos para a maioria. A situação é tão séria e calamitosa que os próprios médicos cardiologistas estão se negando a atenderem seus pacientes de anos porque não conseguem se livrar desse mal iminente, pois não acham justo assumirem a responsabilidade do que possa lhes acontecer por não serem capazes de deixar o vício e mais tarde esses médicos não querem vir a serem apontados como culpados do que venha a acontecer a esses pacientes, pois lhes poderá ser cobrado pela família: como aconteceu uma morte súbita, um enfarte ou AVC, quando vinham sendo acompanhados anos seguidos, é essa nossa realidade meus amigos. Além de esse vilão provocar abortos espontâneos, dentre outros males irremediáveis. Tenho sabido nos últimos dias de pessoas que estão sofrendo sobre uma cama de hospital, UTI domiciliar durante meses, anos e são exemplos bem pertinho de mim, pais e parentes de amigos meus. Ainda esta semana foi noticiado o falecimento de um radialista de Petrópolis residente aqui em Recife por insuficiência pulmonar e logo após a notícia no NE TV, o repórter acrescentou...Fulano era FUMANTE! O que dizer dessa realidade? Ah! Mas alguém pode dizer; mas nos maços de cigarro há advertência do MINISTÉRIO DA SAÚDE, tanto por escrito como fotografias horrendas existe até o telefone para quem quer se livrar do vício! Pare de fumar, disque saúde está também nos maços de cigarro o: 0800 61 1997, e ainda sobre uma tarja preta ESTE PRODUTO CONTÉM MAIS DE 4700 SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E NICOTINA QUE CAUSA DEPENDÊNCIA FÍSICA OU PSÍQUICA, NÃO EXISTEM NÍVEIS SEGUROS PARA CONSUMO DESTAS SUBSTÂNCIAS. Digo-lhes ainda, esse telefone 0800 61 1997 tem ajudado a muitas pessoas, conheço um casal que está no programa há uns três meses e ambos estão vencendo a batalha, como outras pessoa que freqüentam o grupo, muito embora pneumologistas e psiquiatras afirmem que a melhor maneira de se livrar desta triste dependência seja marcar o dia e PARAR e eu também penso desse modo. Também conheço pessoas às quais os cardiologistas dizem que precisam parar imediatamente e eles pararam definitivamente do dia para a noite. Por que conto esses exemplos? Porque são verdadeiros e acho triste os fumantes persistirem no vício através do qual adquiriram a dependência física e psíquica. E, se falarmos daqueles menos esclarecidos, outros que nem se quer aprenderam a ler, de que vale figuras aterrorizantes e advertências contra os malefícios do maldito tabaco. Sem contar ainda, que para trezentos cigarros perdemos uma árvore das nossas florestas. Existem cerca de 4.720 substâncias tóxicas na fumaça do cigarro que trazem riscos à saúde dos fumantes. Além das mais conhecidas, como nicotina, alcatrão e monóxido de carbono. A fumaça também tem substâncias radioativas como polônios 210 e cádmio encontrado em bateria de carros. E, no entanto, nas carteiras de cigarro constam apenas três deles, a saber: alcatrão, nicotina e monóxido de carbono. Eu, sinceramente não sei até onde está figurada a atitude de Pilatos nessa questão, quantos estão "lavando as mãos" e fazendo “vista grossa” a essa monstruosa realidade brasileira e também mundial. De qualquer modo quero deixar um link muito rico e esclarecedor, inclusive com uma cartilha contendo as dicas de como se livrar desse malefício é um site oficial do governo: http://www.inca.gov.br/tabagismo/ Dicionário Digital de Termos Médicos 1.03309. BENZOPIRENO Um potente agente cancerígeno, formado pela combustão incompleta do tabaco, hulha e óleo. Ele é encontrado no alcatrão da fumaça do cigarro e pode ser um fator na relação entre fumo e câncer de pulmão, câncer de laringe e da cavidade oral, e possivelmente câncer de bexiga e pâncreas. O benzopireno e outros hidrocarbonetos polinucleares estão também presentes em carnes fortemente grelhadas sobre carvão e em peixe defumado, assim como na atmosfera sobre grandes cidades, onde eles são poluentes do ar. http://www.pdamed.com.br/diciomed/pdamed_0001_03309.php Benzopireno é um hidrocarboneto aromático policíclico. É mutagênico e altamente cancerígeno. Pode ser encontrado nos gases de exaustão de veículos automotores (especialmente os movidos a diesel), na fumaça do cigarro, da maconha e da madeira, além de alimentos grelhados na brasa. Isso é só um componente...PARE...PENSE e CONSCIENTIZE-SE E DECIDA POR SUA LIBERDADE. Torço e peço a Deus que consiga. Que Ele abençõe os fumantes e os livre deste MAL DIA MUNDIAL SEM TABACO 31 DE MAIO DE 2009 10/18/2008 O PEQUENO CAÇADOR DO AMORO PEQUENO CAÇADOR DO AMOR
Mercêdes Pordeus Recife/Brasil Seu olhar triste traduzia o vivido sofrimento Carregava sobre seus ombros a responsabilidade A única coisa que conhecia como sua realidade E continuava assim a conviver com o seu tormento. Sendo tão frágil e indefeso aquele pequenino
Em busca do alimento para aqueles a quem ama O pequeno caçador vai surgindo pela estrada Vencendo as dificuldades impróprias de um menino. Uma criança que só precisava estudar e ser criança
Sim! Direito que de forma cruel lhe fora negado Pela dura obrigação que pela vida lhe fora imposta Fazendo com que se dissipasse a sua esperança. Surgia da sua paisagem pisando aquele chão
Sem nos pezinhos finos ter nenhuma proteção Era aquela paisagem, a única que ela conhecera. Talvez por isso tenha se habituado a sua condição. Triste, mas não me parecia criança revoltada!
Seu semblante era resultado de sua conquista Satisfeita sabia que veria a família alimentada Nesse intento se sentia uma criança realizada. Talvez tenha sido com esse nobre sentimento
Que alguém ao pincelar uma tela em branco Refletiu o colorido da pureza da inocência Desprezando toda mágoa da sua vivência. A artista que retratou com tinta e pincel
Uma cena que assim poderia ser descrita Criança triste, mas sem a maldade do rancor. Que só se importava com sentimento do amor. Seriam essas as letras da pintura?
Em 20/11/2007
(dedicado a " The Little Hunter" de Analua Zoé, no cenário As Letras da Pintura Nº. 2 do Grupo Ecos da Poesia )
RETRATO DE UM FIM DE TARDERETRATO DE UM FIM DE TARDE
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Eu senti a necessidade de me encontrar com a solidão
Não uma solidão que me conduzisse a tristeza, isso não.
Mas, uma forma de meditar como conduzia minha vida.
Eu estava introspectiva, fixei meu olhar sem pretensões.
Divaguei num ponto, no qual apenas a natureza me guiava.
Era como se me deixasse retratar numa obra de arte
Onde só o artista me fitava docilmente e pincelava
Transcendendo a linha daquela linda paisagem física
Que só alguém com muita sensibilidade transformava
Alguém que traduz com a singeleza das mãos... a vida.
Era o crepúsculo, o sol já tão pertinho do horizonte!
Inspirava o pintor como a relação entre poeta e poesia
Era uma linda mistura do azul do dia e o escuro da noite
Os matizes formavam lindos nuances num belo contraste
Eram cores suaves que se misturavam com a paisagem.
O verde, o azul, o amarelo, as montanhas pareciam magias.
Transportei-me como uma pluma no ar, com doce maestria.
Acordei... E não queria acordar! Mas enfim daquele momento...
Sobrou algo que nunca pude esquecer, vi naquela tela o talento.
De quem tem nas mãos o dom de fazer a linda poesia colorida.
Transformando em obra de arte meu desejo de fim de tarde.
Em 23/10/2007
(especial para as Letras da Pintura, quadro "Fim de Tarde no JD de
Maguetas" de Washington Maguetas)
O RECIFE E SUA POESIAO RECIFE E SUA POESIA Mercêdes Pordeus Recife/Brasil
Recife cidade feliz Na poesia não se contradiz Pois vive diariamente com maestria Não importando se de noite ou de dia O Recife vive, ama e respira poesia,
Tantos poetas aqui suas vidas passaram Tantos poetas aqui fizeram suas histórias Em cada canto e recanto se eternizaram Cantaram em versos toda nossa história Assim, é uma cidade cantada em glórias.
História, lutas, batalhas e seu romantismo. Estão revelados com a poesia e altruísmo O Recife é berço de revoluções libertárias Na ânsia de formar conquistas igualitárias O pernambucano deixa seu conformismo.
Cidades, Estados, países, sem problemas? Aponte-me alguém um que não os possua Mas, ter um povo que saiba viver a tradição. Valorize o legado que deixado como prêmio Isso é de poucas, o privilégio na educação.
Esta se retrata de forma popular Muito espontânea em cada esquina Ah! Sabedoria popular que nos faz sonhar Sonhos que se dispersam e se diluem Escoando nas águas doces dos seus rios.
O Recife clama por poesia e ela sente a emoção Quando vivida nos corações externa a comoção Emoções na simplicidade na forma de falar Do povo recifense, do povo pernambucano. Que faz questão de mostrar que é humano
Também as cidades interioranas carregam na alma Com muita intensidade os versos que as acalmam Ali reina a poesia popular, romântica e cordelina Expressão de um povo que mesmo sofrido Consegue a emoção de viver com adrenalina.
Manuel Bandeira, Gilberto Freyre, Mauro Mota. Ascenso Ferreira, Solano Trindade, dentre tantos. Deixaram seu legado quer de uma forma popular Social... E dignos são de receberem nosso tributo Na cultura e educação deixaram grande contributo.
A nossa literatura nada deixa a desejar E nem precisa de as outras se comparar Ela é singular, simples, rica e exemplar. Se nossos poetas passarmos a dignificar. Vivendo no solo pernambucano a nos orgulhar.
As manifestações poéticas e literárias São formas de agradecimentos diários Para aqueles que nos engrandeceram No nosso interior, dentro do país e exterior. Assim temos o poeta consagrado e amador.
20/09/2008
AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMOAMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO Mercedes Pordeus
Nos tempos atuais as pessoas andam muito agressivas e querem revidar quaisquer atos que não lhes agrade vindo do próximo, às vezes sem nenhuma intenção de magoá-las. Basta topar um no outro e o impulso de revidar é automático. Amar ao próximo aquele que está pertinho de nós sempre com atitudes que nos agradam, isso é muito fácil! Imaginemos amar aqueles que nos fazem mal, que nos querem mal. Em Mateus 5:44, “ Jesus disse: Eu porém vos digo: Amai aos vossos inimigos, e orai pelos que vos perseguem”. Jesus veio para tornar inválida a lei do dente por dente, olho por olho, mas será que nós humanos, cheios de falhas saberemos perdoar e provar assim que amamos nosso irmão como a nós mesmos? Jesus Cristo no madeiro deu-nos duas grandes lições: 1ª Quando clamou a Deus: Pai perdoe-lhes porque não sabem o que fazem. 2ª Quando garantiu ao ladrão que lhe pedia perdão, que naquele dia mesmo estaria com Ele no paraíso. O perdão, a amor ao próximo devem ser atitudes do cotidiano. Por que tantas guerras, tantos homicídios, tanta desolação no mundo, principalmente com as crianças que Jesus pediu aos apóstolos para que as deixassem ir até Ele porque delas é o Reino dos Céus? São elas que comprovam a existência da inocência no mundo. Jesus também não disse que para herdar o Reino dos Céus deveríamos nos tornar crianças? Por que então tanta maldade no mundo? Primeiramente porque o ser humano não se ama, não respeita o corpo, a alma e o Espírito que Deus lhe deu, e nem se quer sabe cuidar dessa riqueza. A violência começa muitas vezes nos lares, com o desrespeito entre pais e filhos e irmãos entre irmãos, isso explica como ela extrapola os limites dos lares e se dissemina nas ruas até tomar as dimensões de uma guerra, e não só isso, a sede pelo poder é tão grande que tira a consciência dos homens. O amar ao próximo como a nós mesmos requer acima de tudo que nos coloquemos no lugar do outro para sabermos se gostaríamos que aquele mal, o qual fazemos a ele, nos faria feliz se fosse conosco. É crucial essa tomada de atitude para compreendermos as atitudes de Jesus Cristo na cruz, e aplicarmos em nossas vidas em relação ao outro para o exercício contínuo do perdão e da compreensão do irmão. Procurando nos conhecermos, nos tornarmos pessoas melhores, certamente amaremos a nós mesmo e só assim aprenderemos a amar o irmão. Que possamos olhar para Deus, compreendê-lo e nessa atitude, possamos fazer da vida uma poesia plena dos mais sinceros sentimentos de fraternidade, sem nenhuma discriminação. A fraternidade, o conhecimento de nós mesmos, o despertar do amor por nós e nossos semelhantes é uma forma de entoar a poesia através de lindos cânticos... Isso é AMOR!
Em 18/03/2008 O VARREDORO VARREDOR Mercêdes Pordeus Recife/Brasil
Varrendo a rua não importando se de noite ou dia. O varredor com dedicação, o seu trabalho desempenha. Pessoas passam indiferentes sem desejar bom dia E não o agradecem pela a nobreza do seu empenho.
Ele varre toda a sujeira, os borralhos a vida inteira. Não se importa se feitos por crianças ou adultos Está ali, e permanece no seu silêncio absoluto. Uma criança rompe do seu silêncio as fronteiras.
Apenas uma criança... Uma criança de rua! Dedica um pouco do seu tempo e continua... Observa o homem solitário no seu mundo imaginário Criança que vive a indiferença do mesmo mundo arbitrário.
Pergunta ela: Por que você está tão triste? O homem fica calado e a criança insiste. - Você não vê, nem pareço ser humano! Todos passam felizes, mas me ignorando.
Fico aqui varrendo, varrendo... incansavelmente As pessoas passam e fingem que estou ausente Assim como fazem com você, não percebe? Nem se quer um pouco de carinho do irmão recebe.
E assim aquele homem continua a sua varredura Varra amigo, só lhe peço, não perca a sua postura. Nunca varra desse seu limpo e nobre coração A esperança de que um dia aprendam uma lição.
De que todos têm uma alma e um coração Que perante Deus nós somos todos irmãos E que Ele entre nós não fez e nem fará acepção Recebe-nos com a mesma afeição e sem distinção.
Em 28/05/2008.
http://ecosdapoesia.net/cenarios/roberto_bergamo/bloco4.html
O SERTÃO NO CORAÇÃOO SERTÃO NO CORAÇÃO Mercêdes Pordeus – Brasil
Conhecer o sertão é um caso de admiração! Fala-se em seca, escassez, desertificação. O sertanejo abandona seu querido torrão Para as cidades sem vontade faz a migração No solo escasso, só as palmas e mandacarus. Prevalecem, insistindo em vencer o ônus. E o luar dourado sem perceber a situação Continua lá no céu assistindo o sertanejo Levando consigo a família, às vezes um cão. Fala-se sobre, do São Francisco a transposição. Quem sabe um dia aquela família num lampejo Volte para suas terras para cumprir seu desejo Pisar uma terra sem as rachaduras num festejo Contemplar ao longe uma verde vegetação Mas, não só dos cactos rever a floração. Enfim, o velho Chico há de lhe trazer. O prazer do luar do seu sertão reviver E desta vez há de receber também o bônus Quem disse que o sertão não é lindo de viver?
08/04/2008
3/23/2008 Quando Ele voltar...Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Quando Ele aqui voltar, certamente nos dirá: Amém!
Em 14.09.2005 12/12/2007 PEQUENOS GESTOS... GRANDES SENTIMENTOSPEQUENOS GESTOS... GRANDES SENTIMENTOS Mercêdes Pordeus Recife/Brasil
Um desejo de bom dia Rompe o silêncio absoluto Dá ao semelhante a garantia De desarmar o interno luto.
Um abraço... Reedita uma história Transforma uma vida simplória Dela varre a parte vivida inglória Para que na solidariedade alcance vitória.
Um toque... Rompe as barreiras Abre entre os povos as fronteiras Deixa a paz reinar na vida inteira Transformando-a em boa sementeira.
Um gesto de carinho... Um afago Tira do semelhante o gosto amargo Que a vida possa ter-lhe imposto Ao seu longo através do desgosto.
Um gesto de bondade... E ternura Apaga de uma vida um triste cenário Acorda o irmão com brandura E torna o mundo mais igualitário.
Pequenos gestos que nos aproximam Minimizam da vida o sofrimento Afastam atitudes que nos aniquilam E desabrocham grandes sentimentos.
Em 02/10/2007 11/3/2007 SENHOR DIANTE DE TI...
SENHOR! DIANTE DE TI... Mercêdes Pordeus Recife/Brasil
Senhor! Diante do Teu poder... Humildemente me ajoelho e me rendo Sinto-me impotente e me compreendo Eu o recebo e te sinto sempre presente.
Senhor! Diante de Tua grandeza... Sendo Tua criatura, sinto-me pequena. O mundo me deste com maior beleza Dele sou parte, fizeste-me valer a pena.
Senhor! Diante da Tua presença... Sinto-me forte, pois me fortaleceste. Quando sobre mim puseste as mãos E fizeste que Tua luz resplandecesse.
Senhor! Diante da Tua luz... Saí fortalecida da batalha interior Serei forte? Serei fraca? Serei inferior? Mostra-me com clareza o meu valor.
Senhor! Diante do Teu amor... Desse amor que de Ti emana com fulgor Dele recebo a claridade que se irradia Permanecei em mim como a Parousia.
07/07/2007 O CORAÇÃO QUE TE DEDICO
O CORAÇÃO QUE TE DEDICO Mercedes Pordeus Recife/Brasil
O coração que te dedico não é puro Hás de compreender da vida os apuros Mas, é sempre um aprendiz, eu te juro. Para que não se deixe pulsar no obscuro.
O coração que te dedico não guarda segredo Aprendeu a transformar a dor em brinquedo Com as dores já começou a lidar muito cedo Por isso, acostumou-se a banir de si o medo.
O coração que te dedico é o coração que te ama Com a sua grandeza ele mantém acesa a chama E quando pulsa é porque esse amor proclama Se não for atendido, com docilidade reclama.
O coração que te dedico não é covarde Obedece a uma chama interna que arde Por vezes ele acelera provocando alarde Ao se acalmar, a tranqüilidade lhe invade.
O coração que te dedico é constante Não oscila sem ritmo a todo instante Mesmo ele sabendo que estás distante Ainda assim sente que estás presente
O coração que te dedico é humano Ele não guarda rancor nem engano Compadece-se do irmão em abandono Na sua dor se irmana com retorno
É esse o coração que te dedico verdadeiramente Se o aceitares nos transformaremos lentamente E com o seu palpitar viveremos intensamente Com ele morreremos, porém metaforicamente.
Em 19/07/2007 10/14/2007 HOMENAGEM À MINHA MESTRA
HOMENAGEM À MINHA MESTRA
Ao mestre que nos acompanha ao longo do tempo, ao nosso lado sempre presente, como continuidade da educação que adquirimos em nossos lares, e logo cedinho nos recebe como pedras preciosa a lapidar. Há quem lhe impute o mérito apenas pela educação formal, contudo, importante papel desempenha também na nossa educação informal, desenvolvendo um trabalho paralelo ao nosso primeiro grupo social, a família.
Educador, adjunto a nossa família percorrendo caminhos, ora árduos, ora mais gratificantes.
Mestre, hoje e não só hoje, injustiçado, incompreendido, quando vivemos numa sociedade, cuja inversão de valores está cada dia mais evidente. Onde não lhe é atribuído o respeito ao qual se faz merecedor, prova que se faz presente no dia a dia na relação professor e aluno, principalmente, se crianças e adolescentes.
Há muito se fala em Escola Nova, Escola Moderna, aquela baseada no laissez-faire. O que é na realidade a Psicologia Moderna?
O professor, mãos delicadas, frágeis que ao fim da vida tornam-se calejadas, pelas injustiças sofridas. Não aquele calo físico, mas o interior que fere tão duramente sua sensibilidade. Porém, vale ressaltar, que justiça também não significa calejar as mãos dos alunos com a vilã antiga palmatória, ou seus joelhos sobre grãos de milho, como antigamente. A educação tradicional também tinha seu lado negativo, porém não cheguemos ao extremo de pais se acharem no direito de gritar com o professor.
O professor é a figura do educador que merece nosso maior respeito.
Valorizado seu trabalho monetariamente. Se bem soubessem nossas autoridades, veriam com outros olhos a valorização salarial do professor e todas as categorias de educadores, pois sem eles a lhes ensinar as primeiras letras, não galgariam os degraus que os levam a ascensão. Por que então, não olharmos a figura do professor com o carinho que lhe é devido? Às vezes, pensamos que ele se perdeu no tempo, outros nos acompanham fisicamente ao longo da vida nos dispensando sua amizade. Outro dia, em 1996, redescobri a minha primeira professora do jardim da infância, aquela que me ensinou as primeiras letras em 1959. Na minha vida acadêmica, tive muitos professores, dentre eles, vários padres e freiras, cujos ensinamentos interiorizei e fazem parte da minha vida. No ensino primário, ginasial, magistério segundo grau e nível superior. A eles rendo o TRIBUTO, agradecimento e reconhecimento que lhes são devidos. Obrigada e que Deus abençoe, aos que estão ainda aqui na terra e aqueles que levou para perto de si. Na figura de minha primeira professora Marina Lira, a quem Deus levou em 31/01/2003, aos 86 anos, meu “ MUITO OBRIGADA” .
Tributo a uma mestra
M arina, mestra querida, cujos ensinamentos inseridos estão na minha vida A sua presença se faz em cada palavra que eu escreva, leia ou diga R ealmente, gostaria de hoje poder lhe abraçar , dar-lhe um beijo, agradecer I nstrução herdada ao longo de minha vida e me deu oportunidade de crescer N a longa estrada da vida, nada se perdeu e sua presença em mim fez-se ativa A sua partida ao para o seio do Senhor nosso Deus, seus ensinamentos não arrefeceu
L iteralmente, quero prestar minha homenagem, aos mestres que tive na vida
I ncansáveis na ação de educar, e para a minha existência prepararem R acionalmente ao lado de minha família, adjuntos para a vida e para o lar A devida importância a todos, querida ex-mestra Marina, aqui quero externar.
Mercêdes Pordeus 15/10/2004 10/12/2007 AS DORES DA NATUREZAAS DORES DA NATUREZA
Mercedes Pordeus
Recife/PE
Eu queria ter-te em meus braços
Assim te acarinhar em meu regaço E te acercar com o meu abraço Dar-te o carinho negado ao teu espaço E da tua luta indefesa aliviar o cansaço. Levantar feliz a tua bandeira
Empunhá-la firme e altaneira De ti servir como uma sementeira Ver-te bela e sempre lisonjeira Sendo assim a estação primeira. Sinto tanto ver-te tão triste assim!
Do teu canteiro cortaram o jasmim Entristeceste-te por ti e por mim Ah! Minha querida irmã natureza! De ti, estão roubando a beleza. Perguntas-me por te denominar irmã?
Minha querida, bela e ingênua natureza Esqueceste? Somos filhas do mesmo criador! E é por ser tua irmã que sinto a tua dor Porque perdeste o brilho pelo devastador. Amazônia! Amazônia! Devastada...
Hoje piso no teu solo desesperada Por te ver tão triste e desamparada Da bainha tiram a grande e vil espada Que te feriu ao longo de tua jornada. Boa Vista/RR
Mar/2007 10/2/2007 DÊ PASSAGEM A SABEDORIAÀs vezes existem situações que nos incomodam.
Ficamos a observar os acontecimentos e analisar como mudou a sociedade, a inversão de valores.
Digo isto porque gosto sempre de observar determinadas situações que acontecem nos coletivos, descasos nos hospitais, como outras situações incontáveis. Este prólogo, faz-me reportar ao último dia vinte e sete de setembro, o consagrado DIA NACIONAL DO IDOSO. Neste dia foi realizada a Campanha : DÊ PASSAGEM A SABEDORIA, eram as faixas que líamos na frente dos transportes coletivos da cidade. Ao entrar um senhor já com seus mais de setenta anos, cedi-lhe o lugar, ele me pediu a bolsa para segurar e começou então a conversar. Este senhor tinha vindo às cinco da manhã para uma consulta que tinha sido marcada para o dia vinte e seis, portanto, dia anterior. Naquele dia e mesma hora saíra de casa sozinho, não tinha companhia. E chegando ao hospital público a atendente lhe dissera que sua consulta fora marcada para o dia seguinte. Voltou o velhinho para casa e retornou no Dia do Ancião, e num descaso, a atendente falou que a consulta dele tinha passado, tinha sido no dia anterior. E remarcou para o dia trinta de setembro.
Custa a acreditar que ainda hoje haja tanto descaso e desrespeito pelo idoso. Perguntei-lhe então: - E o senhor ficou calado, não disse nada? Ele me respondeu com uma indagação : - Dizer o que minha filha? Disse para ele tomar consciência dos seus direitos e procurar alguém superior naquele hospital. Este pobre senhor descrevia sua arte de fazer cortinas artesanais e tentar ensinar aos jovens da Comunidade ele vendia na para a Suiça, através de uma filha que casara e mora lá com o marido. Nesse intento pediu ajuda a um político para quem já trabalhara como cabo eleitoral durante quatro eleições. Tudo que ele queria era levantar as peredes e cobrir, pois o terreno já tinha conseguido...esforço em vão. Tenho observado também jovens que se assentam nas cadeiras do ônibus reservados aos idosos e fingem dormir, enquanto eles entram e ficam de pé. Situações comportamentais como estas e outras em que os idosos são desrespeitados tornaram-se uma constante, e é muito triste presenciarmos. Pessoas que já contribuiram para o bem comum social, trabalharam e no final da vida não possuem um teto para morar, uma assistência hospitalar digna, sem subsídios para adquirir medicamentos, na época em que mais se faz necessário, pois é quando necessariamente precisam de medicamentos de uso contínuo. Não tem sequer o que comer. E eu me pergunto o que será dos idosos do futuro? Deixo como reflexão este poema:
HOJE SOU IDOSO, MAS TAMBÉM JÁ FUI JOVEM. Dê passagem a experiência...
Sinta como pode enriquecer seu viver. Evite, de como nós, no seu futuro sofrer. O peso das dores que já sentimos por você. Dê passagem a sabedoria...
Sabedoria duramente adquirida ao longo da vida. Lembra das experiências? Elas nos fizeram saber Saber de que nada daquilo queríamos para você. Você nos olha e não nos vê?
Não vê nossas rugas? Cada uma é uma resposta. Resposta refletida pela gama daquelas experiências. Faça que olha! Não finja que não nos está percebendo. Você é jovem, não usufrua dos direitos dos idosos.
Não finja dormir, enquanto estou de pé ao seu lado. Não vê as legendas, assentos preferencias para idosos? Não sabe que existem assentos especiais para nós? Lembre-se que você pode ser um de nós amanhã...
Depois, com o avançar da idade poderá entender, que não queríamos que as marcas do tempo em seu rosto, fossem tão profundas, como as que nos nossos carregamos. Por que a sociedade, as autoridades sempre nos esquecem?
Deixam-nos jogados ao léu, em filas e corredores dos hospitais. Nós também contribuimos para o desenvolvimento da sociedade. Se trabalhamos na cidade ou no campo, que diferença pode fazer? Não é a própria sociedade que grita ser todo trabalho valoroso?
Se trabalhamos nos campos colocamos o pão na mesa dos seus pais. Nem por isso, nosso labutar deixou de ser menos dignificante. Cultivamos e aramos a terra com tanto carinho que tudo floresceu. Dê passagem a quem lhe pede carinho...
Seja seu avô, seu pai, quaisquer idosos, um mendigo, que precisa de pão... mas tem uma necessidade muito maior de um afago, uma palavra, uma atitude de carinho e de amor. Lembre-se : no futuro vai colher aquilo que você semeou.
Desejamos que seja feliz e receba de nossas mãos um legado, a experiência, resultado de muito sofrimento, muitas dores, pelas quais você não precisa passar, fale conosco e aprenderá. Mercêdes Pordeus
Em 24.out.2005 Brasil-Adital/Direito.Net - No dia 1º de outubro, quando se comemora o Dia Internacional do Idoso, segundo o calendário de celebrações especiais das Nações Unidas, a população acima dos 60 anos já pode contar com um estatuto próprio aprovado pelo Senado Federal que regulamenta a proteção para as pessoas nesta faixa etária. A proposta deve ser assinada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva ainda esta semana. Há mais de seis anos que entidades, Ongs, asilos, institutos e casas de Idosos vinham reivindicando um Estatuto que pudesse garantir e efetivar o direito de, aproximadamente, 15 milhões de brasileiros. Dentre alguns pontos o estatuto assegura: desconto de, pelo menos, 50% nas atividades culturais, de lazer e esportivas; que a idade para requerer o benefício de um salário mínimo estipulado pela Lei Orgânica da Assistência Social passa de 67 para 65; prioridade na tramitação dos processos e procedimentos judiciais nos quais pessoas acima de 60 figurem como intervenientes, entre outras. O Estatuto atinge ainda os meios de comunicação. De acordo com ele, todos os meios deverão manter espaços ou horários especiais voltados para o público idoso. Os programas deverão ter conteúdos educativos, informativos, artísticos e culturais com ênfase no processo do envelhecimento. Um outro ponto importante diz respeito aos transportes. Tanto os ônibus intermunicipais como interestaduais deverão ter reservados duas vagas gratuitas, por veículo, para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Caso os lugares destinados aos idosos que possuam esta mesma renda estiverem preenchidos, eles terão direito a pagar 50% do valor da passagem. O texto do estatuto prevê penas severas para quem não cumpri-lo. Deixar de prestar assistência a idoso sem justificativa plausível implicaria em detenção de seis meses a um ano; abandoná-los em hospitais ou casas de saúde, a pena vai de seis meses a três anos de detenção. Também será penalizado que exibir, em qualquer meio de comunicação, informação ou imagens depreciativas ou injuriosas de pessoas acima dos 60. A pena será de um a três anos de reclusão. No caso de homicídio culposo, a pena será de um terço a mais se a vítima tiver mais de 60 anos de idade. Nesse mesmo sentido, é agravada a pena para o abandono dos idosos que estejam sob a guarda, cuidado ou vigilância de autoridades. O projeto foi do deputado Paulo Paim e foi aprovado por unanimidade no Senado Federal. Os artigos dispõem sobre cultura, lazer, vida familiar, assistencialismo, saúde, direito, alimentação, trabalho, entre outros. Segundo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, nos próximos 20 anos, a população idosa do Brasil poderá ultrapassar os 30 milhões de pessoas - o que representará 13% da população. Fonte : http://www.adital.com.br "Agora que a velhice começa preciso aprender com o vinho a melhorar
envelhecendo e sobretudo a escapar do perigo terrível de, envelhecendo, virar vinagre". (D. Helder Câmara) 9/26/2007 NO DIA EM QUE O SONHO ACABOUNO DIA EM QUE O SONHO ACABOU
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
O mundo amanhece em festa
A humanidade feliz desperta
O sol penetra em cada fresta
De toda a janela entreaberta.
O trabalhador esperando um salário digno
O idoso sequioso de amor e carinho
A criança ansiosa sem perder a esperança
O ser humano buscando o seu caminho.
Na rua, quem saiu de casa esperançoso.
De voltar ao seio da família amoroso
Parou! Sofreu agressão e então choroso
Que dizer a mulher e filhos? Silencioso!
Quem sonhou andar livre pelas ruas
Dos seus mais lindos sonhos acordou
Sonhos se tornando grandes pesadelos
Pesadelos, para quem os acalentou.
O idoso saiu à rua e acordou!
O trabalhador saiu à rua e acordou!
A criança saiu à rua e acordou!
Da família o sonho desmoronou!
Sonho que se sonhou só
Não houve amor, virou pó!
Pesadelo na garganta deu nó
A palavra deu lugar ao silêncio...Só!
A noite chegou tão triste!
A humanidade não existe
De penetrar as frestas o sol desiste
A janela, em ficar fechada insiste.
20/09/2006
Certificado MENÇÃO ESPECIAL
XVII Concurso Nacional de Poesia - " WERNER HORN "
ACADEMIA DE LETRAS E ARTES DE PARANAPUÃ (ALAP)
Período de Março a Outubro/2006 9/25/2007 MULHERES QUE ESCREVEMMULHERES QUE ESCREVEM
Mercêdes Podeus Recife/Brasil Mulheres que escrevem... Com a alma Expõem seus anseios e sentem a calma Por terem evadido delas tantos traumas E com o tempo restauram suas alegrias. Mulheres que escrevem... Com o coração Liberando então limpidamente a comoção Elevam-se em desejos, ânsias e solidões Traduzindo em vivência as suas emoções. Mulheres que escrevem... Com a mente O que às vezes os corações desmentem Outras revelam uma emoção diferente. Daquelas que, na realidade elas sentem. Mulheres que escrevem... Com o olhar E por ele às vezes se deixam acompanhar Olhares de alegria, tristezas tentam captar. Daquilo que as cerca tentando lhes ameaçar. Mulheres que escrevem... Suas histórias Tantos momentos de muitas lutas inglórias Mas outras vezes persistem nas memórias Experiências transformando-as em glórias. Mulheres que escrevem... Na opressão Sentem na pele a dor da discriminação E ainda assim transtornadas pela aflição Tiram delas para suas vidas uma útil lição. Mulheres que escrevem... Com a lua Tirando-lhe um pouco de sua luminosidade Escrevem na história, a realidade nua e crua Reafirmando constantemente suas identidades. Mulheres que escrevem... Com as estrelas Tecendo com seus brilhos as suas defesas E com o encantamento pela sua singeleza Transformam as suas vidas numa fortaleza. Mulheres que escrevem... Com sabedoria Apesar de alimentarem suas fantasias Como uma mistura de magia e utopia E mesmo na realidade vivem a alegoria. Mulheres que escrevem... Com pena de ouro Verdadeiras tecelãs dos mais belos tesouros Conseguem transformar na mais fina renda O legado que aos seus passará como prenda Mulheres que escrevem... Com autenticidade O que lhes chega à inspiração... A Felicidade! Transportam para o papel a responsabilidade Que lhe impõem, mesmo com sua fragilidade. Mulheres que escrevem... Com suas vidas Através das inúmeras experiências vividas Ainda que com todas as decepções sofridas Transcendem o entendimento de suas lidas. Mulheres que escrevem... Com as mãos As mesmas mãos que afagam os irmãos Que ora sofrem por viverem na solidão Outras vezes, por faltar na mesa o pão. http://www.ecosdapoesia.net/agoraeparasempre/mercedes/mulheres_que_escrevem.htm 9/17/2007 AS DORES DA ESCRAVIDÃOAs Dores da Escravidão
Mercêdes Pordeus Recife/Brasil
Eles vieram de tão longe, traziam consigo o medo,
As incertezas eram suas companheiras desde cedo. Traziam o sofrimento antecipado dos seus receios E as dores dos açoites, que já sentiam nos navios. Mal chegavam, já eram analisados como animais,
Vendidos como meras mercadorias, artigos banais. Trabalhavam duro e sofriam o peso da escravidão, A cada chicotada e a cada açoite, a dor da solidão. A cada ano as esperanças da liberdade se dissipavam,
Os seus filhos nasciam e naquele regime continuavam. Enquanto os mais velhos as dores do flagelo sofriam, Os ecos da noite nos traziam os sons dos que gemiam. Ao longe era refletida desses ecos a repercussão
E o reflexo do som trazia a forte dor da servidão. Pelo negro, no nosso país, através da escravidão De terras longínquas a saudade do seu natal torrão. Mais navios negreiros que aportavam e a história se repetia
Movimentos no Brasil a escravidão, aos poucos, se extinguia. Castro Alves o poeta abolicionista que os seus ideais escrevia, Vozes da África, Navio Negreiro, Os Escravos, primeira poesia. O poeta abolicionista marcou época com sua primeira poesia
Mais um nordestino que com força e garra, nascido na Bahia, Seus estudos de Direito na Faculdade de Recife realizaria E o seu grande apogeu no Rio de Janeiro, ele consolidaria. Vinte anos se passaram após a morte do grande Poeta
Para se realizar seu almejado sonho, seu grito de alerta, Decretada extinta a escravidão e o grande Brasil desperta Na Lei Áurea está implícita a nobreza da alma do poeta. 26.12.2005
- Diploma e Menção Honrosa em Poesia, concedido pela APALA - Academia Pan-Americana de Letras e Artes - IX Concurso de Poesia Falada - Tema Ecos da Noite * Medalha Castro Alves (26/04/2006). 9/7/2007 PARA UM BEIJA-FLORPARA UM BEIJA-FLOR
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Seu vôo ágil e com imensurável velocidade
Expressando do pequenino sua habilidade Coloridos adversos exibe sua coreografia Beija-flor pequenino alado, em sua alegoria. Seu exibicionismo demonstra sua graciosidade
Minúsculo corpo bailando com excentricidade Numa sutileza que até parece pairar no ar Outras vezes com destreza a nos encantar. Polinizador, nesse belo bailar de flor em flor
Penetra seu fino bico e lhes rouba todo o rubor Extrapolando os limites e sem nenhum pudor Transporta o pólen, tornando-se multiplicador. Sua pequenez, linda criança
Não se opõe a sua grandeza Se é pequeno em seu tamanho Grande é no ápice da singeleza. 31/09/2007
8/16/2007 DOIS POVOS... UM DESTINO
DOIS POVOS... UM DESTINO
Mercêdes Pordeus Recife/Brasil "Era uma casa brasileira com certeza..." Repleta de filhos ao redor da sua mesa Família simples, mas feliz com franqueza. Do que o amanhã lhes reservaria em defesa
Era um casal com oito filhos tendo ainda a avó Crescendo na grandeza dos seus ensinamentos Guardavam como legado um cordão de três nós Eram felizes e memorizavam os seus momentos. "Era uma casa portuguesa com certeza..." Do outro lado do Atlântico, essa preservada. Uma família menor, mas com mesma destreza. Na vida diária, tinha seus valores resguardados.
Desconheciam os seus destinos... Ansiedade! Cresciam como cresce uma família comum Como aquela família de outra nacionalidade No cotidiano os seus valores eram incomuns.
"É uma casa luso-brasileira com certeza..." Habitada por pessoas de duas nacionalidades Mas, uma família de dois mundos a embeleza. Respeitando-se mutuamente nas suas verdades.
Portugal, que deu vários mundos ao mundo. Brasil, que por Portugal deu-se a conhecer. Dois povos têm entre si respeito profundo. Em um só destino logo passam a florescer.
Em 04 de agosto de 2007 8/1/2007 REFAZENDO A ROTA DE CABRAL
Mercêdes Pordeus
Publicado em:
SÍMBOLOS DO NAVIO: http://www.marinha.pt/sagres/
O INFANTE D.HENRIQUE Figura de proa do navio
O CABO DE SAGRES situado na extremidade sudoeste de Portugal
A CRUZ DE CRISTO usada pela primeira vez nas velas dos navios da armada de Pedro Álvares Cabral, Cruz vermelha de hastes simétricas vazadas ao centro era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, fundada por D. Dinis em 1317 na sequência da extinção da Ordem dos Templários.
O BRASÃO DAS ARMAS :
A Cruz de Cristo (vermelho) foi utilizada nas velas (branco) dos navios portugueses a partir do século XV. Era o símbolo da Ordem Militar de Cristo, da qual o Infante D. Henrique foi “regedor e governador”, desde 1420. Este facto constituiu um importante suporte económico e tornou possível o início da Expansão e dos Descobrimentos Portugueses. O ramo de carrasqueira (ouro) era o símbolo pessoal do Infante e exprime a tenacidade, a rusticidade e o desapego pelos bens materiais e honras fáceis. O astrolábio náutico (ouro), embora ainda não utilizado durante a vida do Infante, representa a ciência e a instrução da arte de navegar que permitiu aos pilotos portugueses demandarem novos portos, novos continentes e novas ilhas. O fundo azul, onde se encontram inscritos os motivos a ouro acima referidos, representa o “mar oceano” que, legado de Portugal, une e deixou de separar.
"Depois de sete anos volta o NRP SAGRES a aportar em Recife em 25 de julho de 2007 partindo no domingo, 30 de julho. Esta visita faz parte de um conjunto de eventos preparados pela Embaixada de Portugal no Brasil para assinalar a Presidência Portuguesa da União Européia, a decorrer até o final de 2007." (Portugal Digital - Brasil/Portugal) 6/12/2007 CONVIVENDO COM O MEDOMercêdes Pordeus
Vivemos num mundo conturbado em termos da violência, notadamente a violência urbana, e não sabemos como mudar esta situação (como virar a mesa).
Sabemos que a violência está se assolando em passos largos, em ritmo avançado e assustador por entre os continentes.
Ouvimos o clamor da humanidade no sentido de que se estabeleça a justiça para os atos criminosos e que sejam tomadas as providências para minimizar a situação e diminuir a incerteza de ao sairmos de casa beijarmos nossas famílias sem sabermos se será aquela a última vez.
Ecos de piedade ressoam sem nenhuma resposta, para que os dirigentes olhem pelo menos um pouco pela SEGURANÇA.
O que tem sido feito em outros países e no nosso imenso Brasil, este tem vários privilégios em relação a tantos outros. O Brasil é um país que não sofre tanto com a desolação das grandes catástrofes provocadas pelos fenômenos da natureza, é mais um privilégio a sua situação geográfica, tem riquezas naturais imensuráveis. Não sofre com os efeitos das guerras que assolam milhares e milhões de nossos irmãos distantes. Ainda assim, insiste em alimentar a guerra interna, uma luta constante entre seu EU e a sociedade em que vive, quando a violência tem início nos próprios lares, desavença entre irmãos, filhos e pais, estupros dentro da célula mater da sociedade.
O que falta em nosso país para vivermos em paz e harmonia, dentro do amor?
Sabemos que não somente nós sofremos com o MEDO constante e em sobressalto de não saber como estaremos daqui a alguns minutos, horas ou dias, mas com o medo em grande escala. Poder-se-ia dizer: - Talvez por sua imensidão em relação aos outros países.
-Mas não tão somente!
Somos abordados por crianças que nos afrontam, enfrentam e nos provocam o medo, sem sabermos o que são capazes de fazer conosco, e isso elas fazem porque sabem que estão acobertadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, mas esse é apenas um motivo.
A Igreja se opõe ao controle de natalidade. Como pode?
Talvez porque o Papa esteja longe de conviver com as situações em que o cidadão chamado de “comum” é obrigado.
Sou a favor do controle da natalidade sim e de forma efetiva, principalmente naquelas situações em que as pessoas vivem nas ruas, nas calçadas arrastando consigo até cinco ou mais crianças e carregando outra na barriga.
Quando Deus disse: Crescei e mulplicai-vos, não foi para viverem nessas condições, Ele também ordenou, através do Seu filho Jesus Cristo que tudo fosse feito com decência e ordem. Com certeza não era isso que Deus queria para seus filhos quando lhes deu livre arbítrio para viverem sobre a terra.
Não podemos fechar nossos olhos àquela realidade nua, crua e cruel.
Outro questionamento poderia ser feito: - Mas, e os ditos “filhinhos do papai” também não cometem atrocidades?
Quem não lembra, por exemplo, da morte do índio que dormia num banco em Brasília, penso que em 1997 ou 1998? Quem cometeu o crime? Será que foi punido? Até hoje não sei. Sim, é verdade eles cometem crimes sim, mas em menor escala e não pela ignorância ou fome. Não querendo aqui justificar os moradores das ruas pelo fator fome.
Mas, o que podemos esperar de crianças cujas únicas realidades que conheceram e vivenciaram desde a mais tenra idade foi a fome, o lar que habitaram foram as ruas, as calçadas, a cama em que dormiram foi um papelão velho e o cobertor, apenas jornais. O teto foi simplesmente o céu aberto, mas um céu que não lhes poupou seus raios quentes e a chuva, sem nenhum abrigo, no qual não puderam contemplar as estrelas.
Nunca tiveram a chance de freqüentar a escola e viver um ambiente sadio, brincar com os coleguinhas na hora do recreio e terem a felicidade de merendarem!
Elas sentem fome e sede, necessidades básicas do ser humano e como podem se alimentar se seus pais não foram preparados para o trabalho a fim do sustento da família e ainda assim não existiria mercado para que neles se engajassem?
Imagino como será o futuro do Brasil com a crescente população nessas condições.
Por isso mesmo sou plenamente a favor do controle da natalidade se não espontânea que fosse feito um trabalho de conscientização para esse fim.
Do modo em que o nosso país se encontra, em que se transformarão as futuras famílias, se é que assim ainda podemos denominar seus membros!
No mundo em que vivemos, e que vamos deixar para nossos filhos é esse legado que lhes oferecerá: MEDO constante como já hoje experimentamos, sensação amarga.
Façamos o que fizermos para preparar nossos filhos para a vida, a situação não mudará enquanto providências sérias não forem tomadas com pulso firme e comprometimento com a sociedade para que a violência não se alastre cada dia mais.
É inconcebível continuarmos vivendo dessa forma, sairmos dos nossos lares sem saber se retornaremos, nos despedimos dos nossos filhos na incerteza de revê-los.
A segurança pública desprovida de meios para repressão da criminalidade, nada podem fazer, pois os marginais, estão na maioria das vezes, melhores aparelhados que a própria polícia, armados até os dentes como se diz por aí.
O tráfico das drogas está ceifando vidas, desmoronando as famílias, as balas perdidas estão pondo fim a vidas inocentes, policiais morrem diariamente, quando na tentativa de combater os criminosos.
Onde estão os recursos, as receitas geradas em prol da segurança pública?
Urge que as autoridades tomem medidas efetivas para a repressão da criminalidade e juntamente com a sociedade estabeleça metas, montem projetos de prevenção ao crime, aparelhem as policias.
É também urgente que as autoridades competentes estabeleçam medidas com relação ao controle da natalidade, invistam na educação e saúde, do contrário não sei onde vai parar nosso Brasil, o país da ORDEM E PROGRESSO, da esperança e da paz, ou será que a legenda seja simplesmente uma frase a mais e que esteja escrita em nossa Bandeira por mero acaso? Que as cores da Bandeira Brasileira tenham sido escolhidas aleatoriamente?
Será mesmo este o país que vai pra frente?
Um país cuja maioria dos habitantes esquecem tudo, tentam afogar seus problemas na bebida, como ouvimos dizer tantas vezes: - Bebo para esquecer que meus filhos estão em casa com fome. Outros entram nos ônibus pedindo uma esmola, dizendo ser melhor está ali pedindo do que estar lá fora assaltando, como se tivesse fazendo um favor a sociedade em não assaltar! Até, que é sim, assim podemos considerar levando em conta a situação em que nos encontramos hoje, até damos Graças a Deus por isso...a que ponto chegamos!
Infelizmente, na maioria, somos um povo que esquece tudo se nos oferecem uma copa do mundo, um carnaval, uma bebida e até mesmo um PAN. Basta evento dessas naturezas para nos tirarem a lucidez e enveredarem por um mundo de sonhos e alienação.
O povo busca apenas esquecer a realidade em que vive e tudo isso funciona como uma fuga para não perceberem o que se passa ao seu redor e não sofrer, sim, porque nossa realidade dói muito. Falo do nosso país, apesar de saber que o MEDO se instala, aloja-se diariamente em tantos outros, já é um mal generalizado pelo mundo a fora, com o qual temos que viver e conviver e não sei se ainda temos a chance de retrocesso nessa situação caótica, contudo, se quisermos poderemos minimizar, creio que ainda há tempo, para diminuir o nosso consumismo do MEDO.
Em 28/04/2007 4/8/2007 RESSURREIÇÃORESSURREIÇÃO
Mercêdes Pordeus
Recife/Brasil
Tempo de Páscoa, tempo de Cristo reviver.
De fazer o ressurgimento de Cristo florescer
E em nossas vidas vitorioso, Ele reaparecer
Uma nova vida aos cristãos veio oferecer.
E eis que Cristo ressurgiu para a Glória
Após em sua missão na terra, ressuscitou.
O Pai lhe deu o Poder, sua vida na terra transitória.
Dando a conhecer a todos os homens a sua história
História que não era só Sua, mas da humanidade.
No momento máximo da história da cristandade
Cristo ressurreto, túmulo vazio...Vitória!
Sua vida corpórea já não era só transitória.
Veio para os seus e estes não o aceitaram
A um rei, riqueza e poder terreno atribuíram.
Ensinou-nos que ao homem é dado morrer uma só vez
Seus seguidores, quando ao Evangelho anunciar nos fez.
Que tristeza! Naquele dia o mundo estremeceu.
À Sua humildade um ladrão, ao Seu lado se rendeu.
O Paraíso àquele homem Jesus então prometeu
Ao Seu encontro ele foi, quando o céu se rompeu.
Façamos de cada dia de nossas vidas o renascimento
Com Cristo em nossos corações em todo momento
Ao irmão a nossa mão e a compreensão estendendo
Só assim a paz ao mundo estaremos promovendo.
06/04/2007
3/27/2007 MEUS LIMITESMEUS LIMITES
Mercêdes Pordeus
Recife/PE
Ultrapassei as fronteiras físicas
Transpus meus limites emocionais
Descobri a saudade além do físico
Deixando para trás terras nacionais.
Transpus meus limites emocionais
Sem pretender ver diferenças sociais
Em frente fui pisando o solo guiano
E só a saudade me acompanhando.
Descobri a saudade além do físico
Aos poucos no coração se alojando
E os meus pés naquela terra pisando
As características locais visualizando.
Deixando para trás terras nacionais
Ampliava conhecimentos interpessoais
Adaptando-me as diferenças ambientais
Foi assim que vivi as experiências locais.
Lethem/Guiana Inglesa
Em 18/02/2007
Lethem é a maior cidade do sul da Guiana, capital do estado de Upper Takutu-Upper Essequibo. Região de extrativismo mineral e vegetal. Sua população é estimada em cerca de 2.600 pessoas (2002). Um rodeio anual no fim de semana de páscoa é o principal acontecimento da localidade.
SEPARAÇÃO E SAUDADE SEPARAÇÃO E SAUDADE
Mercêdes Pordeus
Recife/PE
Eu sempre desejei usar em meus versos
Uma tua frase mostrando modos diversos
De expressar amor sem caminhos dispersos
Encontrei uma linda frase no teu universo:
“A felicidade implícita numa hora de separação”
Uma lágrima me veio aos olhos com a comoção
Tentei conter o impulso, inútil a minha pretensão
Deixei-a cair levemente amparando-a entre as mãos.
Queria conter aquela gotícula, tracei um plano
Para que ela não se transformasse num oceano
Tentativa! Ela rolou! Minha vontade não respeitou
Deixei que rolasse até que um grande mar formou.
Um mar, em cujas águas veleja a minha saudade
Nos balanços das cristas brancas de suas ondas... Paz!
No verde degradé, nuance de suas águas... Esperança!
Do reencontro de corpo e alma chega a minha lembrança.
Bonfim/RR
Em 17/02/2007 |
Assine o MEU LIVRO DE VISITAS, ao entrar seja BEM VINDO(A), ao sair OBRIGADA e VOLTE SEMPRE
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